Sistema Digestório

Análise das técnicas avançadas de avaliação quantitativa de esteatose: TC, US e RM

A esteatose hepática (doença hepática gordurosa não alcóolica – DHGNA) tem tido um papel importante na avaliação rotineira de pacientes encaminhados para exames de imagem. Soma-se a este fato a suspeita que pacientes com esteatohepatite não alcóolica serão os mais prevalentes dentre aqueles com evolução para fibrose e cirrose. A dimensão do problema pode ser avaliada pela prevalência de 30% de DHGNA na população norte-americana. Existem ainda vários artigos relacionando a presença de gordura no fígado (mesmo sem inflamação) com patologias malignas, cardiovasculares e mesmo a síndrome metabólica.
Os autores do trabalho avaliaram 50 pacientes com técnicas avançadas de ressonância magnética (RM), usando espectroscopia como referência, além de sequências Gradiente Echo para avaliação da densidade protônica da fração de gordura (DPFG). Ainda utilizaram tomografia com avaliação da técnica convencional e de dupla energia (DE), além de ultrassonografia convencional subjetiva associada ainda à ultrassonografia com Shear-Wave (método quantitativo).
Os resultados foram bem interessantes, porém dentro do esperado. Conforme foi demonstrado, as técnicas volumétricas de DPFG tiveram resultados excelentes, com uma correlação quase perfeita com a espectroscopia. A tomografia veio talvez com uma surpresa. Eles obtiveram resultados bons com a técnica convencional (120 kVp), mas na análise de subgrupo, pacientes com pouca gordura (menos de 5,56% pela espectro) mostraram resultados ruins. Ainda, a técnica de DE mostrou resultados ruins, bem inferiores aos obtidos com a técnica convencional. Apesar de subjetiva, a análise convencional de ultrassonografia mostrou resultados muito bons (lembrando que o resultado foi escalonado em 0, 1, 2 e 3) em relação ao espectro. A técnica de Shear-Wave mostrou resultados muito ruins, sem qualquer correlação.
Na conclusão, os autores colocam a superioridade da RM sobre os outros métodos, mas destacam também a tomografia computadorizada convencional, uma vez que é prontamente utilizada na prática diária. Eles ressaltam ainda a importância de se usar a análise quantitativa como um biomarcador para esteatose e outras doenças correlatas.

Autores: Kramer H, Pickhardt PJ, Kliewer MA, Hernando D, Chen G-H, Zagzebski JA, Reeder SB.

Referência bibliográfica: American Journal of Roentgenology. 2016 Oct 11;:1–9.

Link para o PubMed: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27726414

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