Sistema Urogenital

Importância do valor da densidade de PSA na avaliação da neoplasia prostática por RM

O uso da ressonância magnética da próstata tem ganhado um papel cada vez mais importante na avaliação dos pacientes, mesmo antes da biópsia transretal, isto particularmente destacado em outro artigo colocado no Farol: o PROMIS trial.
Os autores deste trabalho testaram um método que acredito ser muito utilizado por radiologistas na análise dos pacientes, mesmo sem uma confirmação científica sólida até o momento.
Eles avaliaram o impacto do valor do PSA, particularmente da densidade de PSA (PSA dividido pelo volume da próstata – DP) na suspeição da neoplasia de próstata. Para tanto, incluíram cerca de 1.040 pacientes prospectivamente com suspeita de neoplasia prostática para avaliação por ressonância magnética e posterior biópsia. Eles focaram muito no valor preditivo negativo VPN, para mostrar o impacto de um PI-RADS® < 3 na exclusão de uma neoplasia clinicamente significativa.
Usando apenas a ressonância magnética com o PI-RADS® (eles usaram a versão 1.0 e não entraram muito na discussão sobre como agruparam os valores – o trabalho terminou em 2015, antes da versão 2.0 ser lançada), eles conseguiram um VPN de apenas 79%, valor considerado relativamente baixo quando se compara com outros trabalhos, mas é necessário ter em mente que o VPN (e o Valor preditivo positivo) estão relacionados à prevalência da doença na população e isto pode explicar este resultado.
No entanto, associando esses pacientes com densidades de PSA menores que 0,15, eles aumentaram o VPN para 89%. Eles consideraram neoplasia clinicamente significativa aquela com scores de Gleason (SG) > 3+4 e câncer de alto risco, aquele com SG > 4+3. Para este último grupo, o VPN foi de 92% usando apenas RM com PI-RADS® < 3 e aumentou para 98% se associada a DP < 0,15. O método de referência dos autores foi a biópsia de saturação sistemática transperineal. Com estes resultados, eles mostraram a possibilidade da ressonância magnética associada a DP reduzir a necessidade de biópsia em até 20% dos pacientes selecionados.

Autores: Bowerson M, Menias CO, Lee K, Fowler KJ, Luna A, Yano M, Sandrasegaran K, Elsayes KM

Referência bibliográfica: J Urol. 2017 Mar 31

Link para o PubMed: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28373135

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