Sistema Digestório

Avaliação de abordagem padronizada de mensuração de R2* e densidade protônica de gordura no fígado

A mensuração de depósito de ferro e esteatose no fígado por ressonância magnética tem ganhado muito interesse nos últimos anos, particularmente pelo desenvolvimento de técnicas mais precisas e robustas para mensuração de ambos, chamadas de densidade protônica da fração de gordura. Estas técnicas permitem a quantificação acurada de gordura, corrigindo todos os principais vieses conhecidos na ressonância magnética. Um dos principais problemas é o decaimento R2*, relacionado ao depósito de ferro. Logo, para corrigir isso, ela também obtém este valor e permite a avaliação desse depósito na mesma sequência, que é obtida em apneia e sem o uso de contraste.

Um dos problemas dessas análises quantitativas, mesmo que sejam precisas, é a padronização da mensuração. Deve-se reportar o maior valor, a média e a variação. Nesses últimos casos, como devemos colocar as regiões de interesses (ROIs)?

O artigo visa responder essa questão por meio da análise da colocação de ROIs de múltiplas formas no parênquima hepático de um grupo de pacientes selecionados de outros trabalhos, tanto normais quanto com doenças de depósito. Como já esperado, as técnicas de colocação de ROIs mais abrangentes (no caso a colocação de ROIs grandes em todos os nove segmentos hepáticos) produziu os menores valores de limites de concordância intra e interobservador.  No entanto, o número de ROIs colocados também teve um impacto no tempo de análise do estudo, de tal forma que os autores recomendam o uso de quatro ROIs apenas para balancear os resultados com o melhor tempo de análise – um ROI nos segmentos anterior, posterior, lateral e medial em apenas um corte do fígado.

Autores: Campo CA, Hernando D, Schubert T, Bookwalter CA, Pay AJV, Reeder SB

Referência bibliográfica: AJR Am J Roentgenol. 2017 Sep;209(3):592-603

Link para o PubMed: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28705058

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