Sistema Digestório

Avaliação de depósito de Ferro por Ressonância Magnética de 3T – Validação com análise química por biópsia e comparação entre as técnicas de Relaxometria e Intensidade de Sinal

Os autores deste trabalho avaliaram a relação entre dois métodos de quantificação de Ferro hepático por Ressonância Magnética (RM), sendo eles a Relaxometria e Intensidade de Sinal (IS) e a quantificação química deste elemento por biópsia. Este trabalho foi realizado por uma equipe responsável pelo desenvolvimento do método de IS da universidade de Rennes e tem como último autor o Dr. Yves Gandon. Eles fizeram o estudo por meio de um software próprio desenvolvido em Java® e distribuído gratuitamente no site: http://mrquantif.org.

Eles incluíram 105 pacientes no estudo, todos com RM de 3T (34% em aparelho Phillips e 66% em um Siemens). A sequência era uma técnica GRE, com 11 Tempos de Eco (TE), iniciando em torno de 1,2 ms e progredindo a cada 1,2 ms aproximadamente, sendo que as imagens eram adquiridas em bobina de corpo (para que o método de IS pudesse ser realizado). A biópsia foi feita no mesmo dia em 101 pacientes (96%) e em menos de 15 dias após a RM nos demais.

Eles observaram uma nítida relação entre os valores obtidos de R2* e a quantificação química do ferro (LIC) na biópsia. Estes resultados foram mais evidentes quando os pacientes tinham um LIC < 130 μmol/g, quando os valores de R2* não tiveram uma correlação tão boa. O melhor valor de corte de normalidade de Ferro com a Relaxometria foi com o T2* de 13 ms quando se considera todo o espectro dos pacientes e de 11 ms quando se restringe aqueles com menos de 130 μmol/g.

Utilizando a técnica de IS, os valores também se correlacionaram bem com o LIC, particularmente no espectro mais elevado de depósito, acima de 130 μmol/g.

Este é o estudo com maior número de pacientes comparando estas técnicas de RM para quantificação de Ferro, validando uma curva de calibração para a Relaxometria em aparelhos de 3T. Deve-se ter em mente que os autores conseguiram bom resultado com este método em pacientes com LIC < 130 μmol/g (uma limitação talvez imposta pelo algoritmo do software, que usou o ruído de fundo como referência), algo esperado em parte pelo maior campo. Acima deste valor, a técnica de IS, que pode ser obtida no mesmo momento, possibilitou uma análise melhor.

Autores: d’Assignies G, Paisant A, Bardou-Jacquet E, Boulic A, Bannier E, Lainé F, Ropert M, Morcet J, Saint-Jalmes H, Gandon Y

Referência bibliográfica: Eur Radiol. 2017 Nov 24;58:593

Link para o PubMed: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29178028

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