Sistema Digestório

Lesão esplênica acidental – O seguimento é realmente necessário?

Os autores avaliaram, retrospectivamente, lesões esplênicas identificadas em alguns tipos de pacientes e sua possibilidade de malignidade. Eles procuraram lesões em um intervalo de seis anos, com seguimento por imagem de pelo menos dois anos e/ou seguimento clínico de cinco anos, excluindo algumas lesões tipicamente benignas, como calcificações e infartos. Algumas das lesões tiveram o diagnóstico derivado de histologia.
Estes pacientes foram estratificados em três grupos, sendo o primeiro composto por aqueles com história de malignidade e o segundo sem história de malignidade conhecida, porém com sintomas constitucionais. Por fim, o terceiro era relacionado a pacientes com lesões esplênicas totalmente acidentais.

De um total de 379 pacientes, o diagnóstico final das lesões se fez por histologia em apenas nove dos pacientes, por seguimento em imagem de 318 pacientes e, por seguimento clínicos, de 52 pacientes. 84,4% das lesões eram benignas e 15,6% malignas, sendo que destas últimas 62,7% eram metástases e o restante linfoma. É importante notar que, no seguimento por imagem, houve aumento em algumas lesões benignas (15,7% – cistos, lesões benignas indeterminadas e SANT) e redução em lesões malignas relacionadas ao tratamento das mesmas.

Dentre os pacientes com doença maligna conhecida, cerca de 33,8% das lesões eram malignas (49 lesões – 36 metástases), sendo que todos os pacientes com metástases tinham lesões em outros órgãos. Os pacientes sintomáticos tinham lesões esplênicas malignas em 27,6% das vezes, sendo todas as oito lesões relacionadas a linfoma.
Já nos pacientes com lesões acidentais, apenas dois tinham lesões malignas, um linfoma e uma metástase ovariana, ambos os casos sem diagnóstico prévio. Ambos os pacientes foram corretamente diagnosticados pela tomografia prospectivamente.

Com base nos dados deste estudo, os autores não recomendam seguimento por imagem em lesões esplênicas acidentais identificadas em estudos de imagem, mesmo se a lesão não exibir as características de cisto simples.

Autores: Siewert B, Millo NZ, Sahi K, Sheiman RG, Brook OR, Sun MRM, Kane RA

Referência bibliográfica: Radiology. 2018 Jan 24;:170293

Link para o PubMed: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29369753

0 comentário em “Lesão esplênica acidental – O seguimento é realmente necessário?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: