Sistema Urogenital

Biópsia guiada da próstata na era do Active Surveillance

O artigo analisa os recentes avanços na imagem da próstata frente ao Active Surveillance (AS), uma das técnicas de abordagem que mais cresce atualmente. Os autores discutem o AS convencional (com mais de 20 anos) usando biópsia randômica para classificar pacientes versus o método mais recente, com biópsias guiadas pelos resultados de RM.

O AS tem se mostrado muito importante para avaliação de pacientes com neoplasias pouco agressivas, sendo que trabalhos iniciais mostraram taxas de mortalidade e metástase inferiores a 2% em grupos mais abrangentes de pacientes e menores de 0,2% em grupos mais restritos.

Um dos pontos fundamentais nesta abordagem é a biópsia inicial para confirmar que o paciente pode estar em AS, além de eventuais rebiópsias no seguimento. Porém, vários estudos têm mostrado que biópsias “cegas”/randômicas apresentam uma limitação importante no sentido de subestimar neoplasias clinicamente significativas. Estas neoplasias significativas “perdidas” podem chegar a 50% dos pacientes.

O uso de RM para guiar as biópsias tem sido demonstrado em vários artigos e pelo menos duas grandes publicações prospectivas mostraram que até 80% das neoplasias importantes aparecem na RM, mostrando ser bem mais eficaz que a abordagem convencional “cega”. Isto é tão evidente que em 2016 foi publicado um “white paper” da Sociedade Americana de Urologia recomendando o uso de biópsia guiada por RM na rebiópsia de pacientes.

Atualmente, a rebiópsia guiada por RM tem excluído pacientes inicialmente colocados em AS em cerca de 36% baseados no achado de lesões significativas perdidas.  Eles ainda discutem o valor da biópsia “marcada” no mesmo local da primeira biópsia como um importante auxilio nas rebióspias.

Deve-se ter em mente que a RM ainda não pode substituir a biópsia, pois não é totalmente específica ou sensível o suficiente. Logo, ainda é recomendado sempre fazer a biópsia randômica junto com a guiada até o momento.

Acredito que o artigo traz um excelente resumo das técnicas atuais de seguimento de pacientes em AS, com ótimas referências.

Autores: Elkhoury FF, Simopoulos DN, Marks LS.

Referência bibliográfica: Urology. 2017 Sep 27. pii: S0090-4295(17)30988-3

Link para o PubMed: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28962878

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