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Inteligência artificial (IA) e Informação – Como a Radiologia está neste aspecto

 

Este tem sido um tema recorrente nas conversas com colegas próximos, seja em congressos, na sala de laudos ou mesmo em reuniões informais. Existe um enorme medo que seremos todos substituídos por máquinas extremamente eficazes e isto seria muito rápido. Tenho encontrado “experts” na área rapidamente fazendo previsões do número de anos (geralmente 5 a 10) em que seríamos rapidamente substituídos ou pelo menos trabalharíamos bem menos que hoje.

O presente artigo traz dois autores importantes, um deles radiologista e o outro clínico, e faz uma análise da situação atual, focada principalmente nos radiologistas. Eles enfatizam, ao final do artigo, que um desfecho dicotômico (IA ou Radiologistas) é falso e os dois podem trabalhar juntos dentro da área da saúde.

É enfatizado que o montante de informações atualmente disponível, seja num exame de imagem, por meio de análise de DNA ou mesmo por outras vias, excede a capacidade dos seres humanos de armazenar e definir regras para abordagem dos pacientes e este é uma área fértil para a IA. No entanto, a maneira como agrupamos e entendemos estes dados (a informação que os autores se referem) é uma tarefa de cognição mais avançada e feita de maneira melhor pelos humanos.

Dentro deste contexto, é sugerido que os radiologistas (e mesmo patologistas) aceitem e avaliem estas mudanças, definindo melhor seus papéis neste novo panorama. Talvez, a interpretação de achados mais objetivos, como identificação e análise de um nódulo pulmonar, tromboembolismo ou análises quantitativas), dependa cada vez menos do radiologista e este possa ter mais tempo para focar no manejo e interpretação conjunta destas informações para o paciente e o médico solicitante. Uma análise ainda sugere maior interação com os clínicos, em salas de leituras conjuntas, com todos os dados dos pacientes, maior participação do radiologista na definição do médico especialista a ser procurado e, eventualmente, quanto um exame de imagem vai trazer de benefício ao paciente antes de ser realizado.

De qualquer forma, uma mudança significativa no trabalho humano como um todo (e não só médicos ou radiologistas) deve acontecer nos próximos anos, sendo bastante interessante que haja uma reflexão e adaptação neste novo paradigma, não por medo, mas por tentar melhorar em conjunto os cuidados de saúde.

Autores: Jha S, Topol EJ.

Referência bibliográfica: J Am Coll Radiol. 2018 Feb 2. pii: S1546-1440(17)31670-8

Link para o PubMed: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29398501

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