Sistema Urogenital

VI-RADS: Desenvolvimento de um sistema estruturado para avaliação/estadiamento de neoplasias de bexiga por RM

Modelos de relatórios estruturados têm recebido bastante atenção nos últimos anos. Depois de muito tempo de experiência com o BI-RADS, surgiram outros modelos, focados em tireoide, fígado, próstata e pulmão. Todos estes têm sido desenvolvidos e atualizados pelo ACR ao longo dos anos, com ajuda de múltiplas instituições no mundo inteiro.

A maioria destes modelos está direcionado em caracterizar uma lesão e classificá-la dentro de uma categoria de risco de 1 a 5, sendo 1 geralmente benigno e 5, francamente maligno. Uma diferença marcante é que o LI-RADS (fígado) é focado em 100% de especificada na categoria 5, possibilitando o tratamento da lesão como maligna, enquanto os outros modelos necessitam de confirmação histológica.

Dentro dessa variedade, um grupo de autores de múltiplos países, incluindo mesmo um autor brasileiro, publicaram recentemente esse artigo sobre o desenvolvimento de um relatório estruturado para avaliação de lesões malignas da bexiga através de Ressonância Magnética. A diferença deste modelo é que o foco não é a diferenciação de lesões malignas e benignas e sim o estadiamento das lesões malignas, estratificadas de 1 a 5, sendo pontuações menores relacionadas a lesões superficiais e as maiores, lesões com envolvimento da camada muscular e mesmo da gordura adjacente.

Os autores focam nas sequencias T2, Difusão e Perfusão, descrevendo os parâmetros das mesmas e discutindo os aspectos relacionados à pontuação. O modelo é praticamente o que era descrito em relação ao estadiamento, com ênfase em lesões pediculadas, com “haste” fibrosa, como sendo superficiais e sua relação com a parede da bexiga. O radiologista iniciaria sua pontuação com base nas características morfológicas (T2) e pontuaria a lesão baseada nestes achados, com uma ponderação mais importante na análise da Difusão / ADC e da perfusão.

É uma iniciativa interessante, que mereceria ser testada para validação, uma vez que acredito que vários relatórios são muito superficiais nesta caracterização. Vale a pena ler.

Autores: Panebianco V, Narumi Y, Altun E, Bochner BH, Efstathiou JA, Hafeez S, Huddart R, Kennish S, Lerner S, Montironi R, Muglia VF, Salomon G, Thomas S, Vargas HA, Witjes JA, Takeuchi M, Barentsz J, Catto JWF

Referência bibliográfica: Eur Urol. 2018 May 10 – Ahead of print

Link para o PubMed: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29755006

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